sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Your actions speak when your mouth won't...

Não é hábito, mas vou deixar aqui uma lyric completa...

"Come waste your millions here
Secretly she sneers
Another corporate show
A guilty conscience grows

And I'll feel
A guilty conscience grow
And I'll feel
A guilty conscience grow

She burns like the sun and I can't look away
And she'll burn our horizons
Make no mistake

Come let the truth be shared
No one ever dared
To break these endless lies
Secretly she cries

She burns like the sun and I can't look away
And she'll burn our horizons
Make no mistake

And I'll hide from the world
Behind a broken frame
And I'll run forever
I can't face the shame

I'll hide from the world
Behind a broken frame
And I'll run forever
I can't face the shame"

(Muse - Sunburn)

domingo, 14 de outubro de 2007

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,

já não se passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

(Eugénio de Andrade - Adeus)

Obrigado ao Eugénio por escrever, à JoFi por mostrar, a ti por lhe dares sentido.


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"Goodbye my lover/Goodbye my friend/You have been the one/You have been the one for me."

(James Blunt - Goodbye My Lover"

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Freedom

Nos somos marionetas na vida real, alguem que me empreste uma tesoura para eu cortar os fios k me ligam aos parasitas que controlam o mundo.

spreding & nesting

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Madness

No one controls what's inside of my mind
Nao so nem serei marioneta do sistema,
Prefiro morrer de pe a viver ajoelhado
A vitoria com suor tem um gosto especial
como um orgasmo concebido num momento ideal

um pensamento saido de uma mente divinal?
nao, um pensamento saido de uma mente demente

A last word before eternal silence...

"I haven't learned a thing
You haven't changed a thing..."

(Slipknot - Wait and Bleed)

sábado, 6 de outubro de 2007

I told you so...

"Vês, eu disse-te..."
-Disseste-me o quê?

"Que podias ter tudo, se quisesses..."
-Alguma vez disse que não?

"Wow, calma..."
-Calma!? Achas que posso ter calma?

"Mas que foi? Não gostaste?"
-Gostei, mas não acabou por ser como eu te disse desde o início?

"Como?"
-Não foi passageiro? Não acabou assim que o tiveste? Não foste enganado pensando que seria tudo e mais alguma coisa e afinal foi o mesmo de sempre? Não foi assim???

"Foi..."
-Ah, pois! Eu disse-te...e agora? Não te custa de igual forma não ser como querias?

"Mas..."
-Mas nada!!! Nunca pensaste que o que te dói também me dói? E só não é igual porque tu ainda hás-de carregar o sentimento da culpa, o sentimento de teres sido estúpido ao ponto de acreditares outra vez. Eu não, eu lavo daí as minhas mãos, eu sempre te disse que era melhor dormir...!

"Desculpa..."
-...

(When the heart guides the hand)

Muita (demasiada) tranquilidade...

Eu e o meu parceiro de blog estamos num momento de extrema tranquilidade. Tranquilidade em demasia, que impede os nossos cérebros de funcionar a mais de 0,0000005% das suas capacidades. Mesmo quando esta probabilidade se verifica, o corpo hesita em responder. Estamos num estado de animação suspensa. Falamos, fumamos, andamos, comemos, mas o cérebro não reage a estímulos para além das nossas necessidades fisiológicas mais primárias. Necessitamos de algo de muito intenso e agressivo, algo que nos permita libertar Dopamina numa quantidade acima de 10 vezes superior ao normal... Algo que nos desperte desta condição deploravelmente...esqueci-me, mais um dos efeitos branqueadores da tranquilidade, tive uma branca. Toda a gáspia, toda a disponibilidade para momentos de extrema loucura e euforia se nos esvanecem entre os neurónios queimados em alturas de intensas batalhas interiores. Só para perceberem a profundidade com que esta tranquilidade nos atinge, a nossa reacção mais rápida verificou-se ontem pouco depois da meia-noite, quando fugíamos dum insecto ruídoso que ao que parece ambos estávamos convencidos que nos podia comer...bem, despedimo-nos tranquilamente, e tranquilamente vamos caçar um dragão tranquilo e vermelho, e depois tranquilamente procuraremos uma colina tranquila, e lá acenderemos uma fogueira e tranquilamente fumaremos cachimbo e passaremos a noite a beber um vinho das tranquilas planícies alentejanas...

Tranquilamente,
Angol-Kothar, com a tranquila participação de Vargach Kothar.